sábado, 11 de outubro de 2014

Porto de Mós “ por entre cabeços e vales de pedra”

Dia 12 de Junho de 2011 lá saímos nós para mais uma incursão no reino da pedra:
O percurso começou em Porto de Mós de onde saímos por alcatrão para habituarmos as pernas à primeira ascensão do percurso até Serro Ventoso, e mais à frente Lugar da Fonte e Cabeço das Pias.

Cabeço da Fórnea
Aos 12 km, depois de termos vagueado no meio de murinhos e muretes chegámos ao Cabeço da Fórnea onde nos deparámos com a enorme cratera de estrutura cónica, a lembrar um gigantesco funil. Entrámos depois na primeira emoção do dia quando pedalámos no trilho sobranceiro ao precipício da Fórnea.
Esta é uma construção geológica espectacular, única no país, um magnífico anfiteatro natural com cerca de 500 metros de diâmetro e 250 metros de altura onde brota a ribeira da Fórnea e onde se pode visitar (lá em baixo) a gruta da Cova da Velha.

Depois de ingeridos os primeiros suplementos energéticos enquanto se contemplava a assombrosa vista, Saímos em direcção à primeira verdadeira descida do dia; aos 13 km a descida da Barroca, também conhecida pela descida do Downhill. O epíteto diz tudo !!
Chegados lá baixo e refeitos, das emoções, nada como mais um furo (o terceiro até aí).
Reparado o mesmo lá fomos rolando pelo vale de Lagoeira ou Vale da Canada em direcção à subida da serpente assim chamada devida a ser composta de constantes curvas e contracurvas deslizantes e traiçoeiras. 
Passado este sofrimento agravado pelo calor que já apertava chegámos às instalações do clube desportivo de São Bento que nos pareceu um oásis naquela situação.
Saídos dali em direcção a Covão do Sabugueiro pedalámos então pelo pedregoso planalto, onde os caminhos ladeados de muros de pedra branca são frequentes, conferindo a este local paisagens únicas, mostrando muitos sítios outrora trabalhados pela mão do Homem. Estes muros de pedra solta delimitam agora áreas de pastagem com características marcadamente serranas e já não agrícolas. 
Pouco depois de um single track onde flora “aguçada” nos foi deixando marcas nas pernas chegámos ao caminho que contorna a encosta e nos deixa ver uma fabulosa vista sobre o vale de Mendiga para onde descemos a velocidade moderada.
Seguiu-se a Lagoa do Arrabal e a interminável subida em alcatrão até Portela de Vale de Espinho (a prova de que os vales podem existir nos cabeços) e pouco depois Bezerra aos 40 km.

Um Pouco mais à frente, no lugar de Vale Figueirinhas aos 42 km , retornámos aos anos 30 do século passado e pedalámos naquela que foi uma parte da Linha Mineira do Lena e situada na vertente oriental da Serra da Pevide, com uma vista fabulosa e desafogada sobre o vale do rio Lena.
Percorremos por aqui cerca de 7km, alternando os troços entre trincheiras e aterro, sendo perceptíveis os taludes em pedra que suportam a plataforma da linha que percorremos e onde, na sua parte final, atravessamos dois túneis, passando então para a outra vertente da serra (lado do mar), podendo avistar a EN1, Alcobaça e Nazaré.

Saímos do troço da antiga linha para nos “desenfiarmos” por um single track inclinado e algo escorregadio mas que feito com cuidado e concentração acabou por nos dar a sensação da cereja no topo do bolo” .

Terminámos pouco depois em Porto de Mós com 52 km contabilizados e 1273 metros de acumulado de subidas.
Ainda teríamos feito mais uns quilómetros, para a próxima aumentamos a quilometragem e as subidas.

Este é o track actualizado e corrigido (retirada a subida da serpente):
"por entre cabeços e vales de pedra"


Percalços

Cabeço da Fórnea

Cabeço da Fórnea

Patelo





Corredoura

Corredoura

Corredoura

túneis da Corredoura

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