sábado, 11 de outubro de 2014

Alcanede-"Dobrar a Fórnea"

Alcanede-"Dobrar a Fórnea" -54 km em 04/ Fevereiro/2012


Cabeço da Fórnea
A Proteção Civil fazia o seu papel; anunciava que iriam estar muitos graus negativos, esperava-se geada negra (!?!?!) e que recomendava que as pessoas se agasalhassem e se mantivessem em casa. Quem adivinharia tal conselho ???  Que seria de nós sem estes "conselheiros".
Adiante ...
Como não costumo levar a sério a maioria das coisas que estes organismos estatais recomendam, até porque sei o que a casa gasta e como os portugueses são sujeitos a exageros, decidi que aquele sábado, dia 4 de fevereiro de 2012 seria um excelente dia para visitar a Fórnea no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC).

Saída de Alcanede com 1.º C positivo aos 47 metros de altitude e sabendo que nos iríamos alcandorar aos 590 metros, a coisa prometia, sabendo que a lógica e estatística nos diz que desce um grau por casa 100 metros de altitude, é fazer as contas (como dizia o outro).

Paulatinamente lá fomos subindo as inclinações que nos apareciam pela frente, que não sendo de molde a fazer doer os músculos ou a subir as pulsações para níveis muito altos, davam para ir aquecendo o que nós agradecíamos.
Assim fomos passando pelas aldeias de Murteira e Barreirinhas e aos 377 metros de altitude já tínhamos “conquistado “ o Jambujeiro.

Depois de aqui fomos rolando por estradões em brita ou macadame rodeados pelo Cabeço das Pombas e pedalando pelo Vale de Carvalhos- mais um daqueles estranhos casos de vales em altitude)

Entrámos então na Serra de São Bento por onde entrámos a subir Curto Cabeço e os seus moinhos abandonados e onde, notámos que as poças de água que existiam pelo caminho estavam congeladas. 
Em plena Serra de São Bento, na zona de Covas, fomos deambulando por entre muros e pedras e arbustos queimados por um qualquer incêndio o que dava à paisagem um aspeto contrastante entre o preto e o branco das pedras
Na zona de Moita do Açor enveredámos pelo meio de muros calcorreando num percurso trialeiro.

Chegámos a Covão do sabugueiro e começámos a subir em direção À Fórnea. Pouco depois de Covões Largos e antes de Chainça atingimos o ponto mais alto do percurso, na Atalaia com 589 metros.

Um single track por entre muros e lajes levou-nos a descer ao nosso objetivo primário; a Fórnea. Parámos um pouco, tirámos - muitas- fotos, despedimo-nos da Fórnea com um “até já” e saímos em direção a Cabeço das Pias.
Contornámos o Cabeço da Fórnea e depois, de novo, a Fórnea, e deixámo-la por entre caminhos serpenteando e ziguezagueando entre muros apertados erigidos pela pedra autóctone.

De aí a pouco divergimos para os trilhos sobranceiros à Costa de Alvados onde se nos depararam os trilhos mais técnicos deste percurso. Fabuloso e um autêntico orgasmo betetístico para quem dá primazia a este tipo de terreno.
Chegámos assim ao local onde acaba a subida conhecida como a do Patelo (ou da serpente).
A partir de aqui foi pedalar até à Barreira da Junqueira e depois começar a descer em estradões muito rápidos pela Encosta de Vale de Carneirospassando de raspão pela Pia Carneira e Pia Junqueira.
Impelidos pela descendente, fomos pedalando em ritmo necessariamente rápido, passando por Vale FloridoCortiçal , Casais de Além e Vale da Trave e a seguir a esta localidade a bater os 50 km/hora a descer o Vale do Pedreirinho em direção a Alqueidão do Mato onde chegámos com a adrenalina no máximo.
De aí a Alcanede, já pouco faltava e chegámos com 54 km realizados , 1150 metros de acumulado de subidas e com 12.º C de temperatura ambiente. Que calor !!!
Um percurso fantástico que muito em breve merecerá da nossa parte uma reprise.


Serra de São Bento

Serra de São Bento

Serra de São Bento

Serra de São Bento- Covas

Serra de São Bento- Covas

Serra de São Bento- Covas



Alto da Atalaia
Cabeço da Fórnea

Alto da Atalaia

Cabeço da Fórnea

Cabeço da Fórnea

Cabeço da Fórnea
Costa de Alvados
Costa de Alvados



Costa de Alvados
Patelo


Patelo com Vale da Canada em fundo


Sem comentários:

Enviar um comentário